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Cultura » Conversa de cinéfilos

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Luiz Carlos Merten

16 Abril 2008 | 11h57

Passei momentos muito agradáveis ontem com Carlos Reichenbach, tomando café e conversando sobre o filme dele, ‘Falsa Loira’, na Reserva Cultural. Só que o papo se estendeu, somos ambos cinéfilos e aí a gente poderia ter entrado pela madrugada. Reichenbach – não sei por que, mas detesto dizer Carlão – é o primeiro a admitir que quis fazer cinema inspirado pelo Cinema Novo, mas teve uma formação eclética (e nada preconceituosa) como a minha. Comédia italiana, chanchada da Atlântida, Vera Cruz, filme de sabre japonês, filme de sacanagem sueco, filme B de Hollywood, filme noir, tudo faz parte da nossa formação. Reichenbach acaba de descobrir um grande filme de Raoul Walsh, ‘The Revolt of Mamie Stover’, com Jane Russell, que no Brasil se chamou ‘A Descarada’. De repente, emendamos Zurlini com Riccardo Freda, que eu amo. Reichenbach queria falar sobre ‘Maciste no Inferno’, eu lhe sugeri que procurasse ‘Aji Murad, Il Diavolo Bianco’, com Steve Reeves, que estreou aqui como ‘O Guerreiro Branco’. Coincidência ou não, almocei ontem na Paulista, entre um filme e outro, e dei uma passeada pelo Conjunto Nacional. Vi o livro do Fellini, ‘Il Libro dei Sogni’, na vitrine da Livraria Cultura e nem me aventuirei a perguntar quanto custava a edição de capa dura ao descobrir que a simplisinha custa R$ 400. Nunca me lembro do nome daquela loja de CDs e DVDs, na saída para a Augusta. ‘O Guerreiro Branco’ está à venda. Já havia comprado (e revisto) o filme naquela galeria do Centro a que vivo me referindo, mas ontem cheguei a pegar o DVD na mão, para olhar as fotos de Georgia Moll e do ex-Mister Universo Reeves. Agora, vamos por partes, falando de cada um desses filmes.