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Luiz Carlos Merten

11 Fevereiro 2011 | 17h38

BERLIM – Entrevistei há pouco Jeff Bridges, que veio mostrar a nova versão de Bravura Indômita, dos irmãos Coen. Os tietes de Ethan e Joel vão gostar de saber que Bridges disse em alto e bom som que eles são os maiores autores do cinema norte-americano atual. Sobre o clássico de Henry Hathaway que deu o Oscar para John Wayne, disse que “não é mau”.

Bridges conta que, quando jovem, resistiu o quanto pode ao desejo do pai, Lloyd Bridges, de que o irmão e ele virassem atores. “Como todo jovem, eu queria ir na contramão de meu pai, o que agora percebo, era idiota.”

Jeff queria ser músico e até hoje canta e compõe. Foi o papel em A Última Sessão de Cinema que lhe fez tomar gosto pela coisa e ele agradece a Jeff Corey, que foi quem mais o incentivou. Corey fazia o papel que agora é de Josh Brolin na versão dos Coens. Jeff revela que tentou incentivar as filhas a atuarem, mas elas foram contra (como ele, no passado). O mais próximo que ele conseguiu foi agora, com uma delas, em Bravura Indômita. A mais velha, Jessie, foi sua assistente pessoal. É pena, porque hoje ele acredita que atuar está no sangue e que as filhas também poderiam fazer carreira, como Beau Bridges, seu irmão, e ele. O melhor conselho que admite ter ouvido foi da mãe – “Keep doing as long as you amuse yourself”, (continue fazendo (atuar) enquanto se divertir).

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