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Luiz Carlos Merten

14 Março 2011 | 16h54

Foi uma experiência e tanto emendar ontem, na TV paga, um filme tão duro quanto ‘Foi Apenas Um Sonho’ com o que se pode definir como o protótipo da comédia romântica, ‘A Teoria do Amor’. Lembram-se? Meg Ryan, sobrinha de Albert Eisnstein, apaixona-se pelo mecânico Tim Robbins, mas, decidida a ter filhos geniais, fica a um passo de se casar com o presunçoso cientista Stephen Fry – até que o tio, dando uma de casamenteiro, une os dois corações certos. O filme é dirigido por Fred Schepisi, que às vezes acerta, e eu já ouvi até falar de um ‘Schepisi touch’, do qual este filme e ‘Seis Graus de Separação’ seriam, ou são, bons exemplos. Não sei se, depois da visão demolidora de Sam Mendes, eu precisava de alguma coisa realmente light para restabelecer minha confiança no humano, mas confesso que volta e meia assisto a ‘A Teoria do Amor’ na TV paga e sempre me divirto com o prazer evidente que Walter Matthau aparenta ao encarnar o homem mais inteligente do mundo. Pela ordem, ontem, a programação foi a seguinte – a porrada de ‘Apenas Um Sonho’, o refresco da ‘Teoria’ e, como apoteose, o sublime Almodóvar, sobre casais (no plural). Depois de tantas emoções, parecia o rei Roberto. Dormi feito um anjo.