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Luiz Carlos Merten

08 Outubro 2011 | 10h47

RIO – Olá! pela procedência, vocês já viram onde estou. No Rio, para o festival, desde quinta à tarde. Cheguei e já corri para o Windsor Atlântica, ex-Méridien, para entrevistar Marisa Paredes. Ontem, entrevistei Emmanuele Crealese – e eu amei o novo filme dele, ‘Terraferme’, mais do que ‘Nuovomondo’, que já me havia impressionado bastante. Acabo de assistir ao documentário sobre Jean-Paul Gaultier e estou voltando ao Windsor Atlântica para entrevistar o próprio. À tarde, inicio os debates da Première Brasil, como mediador de ‘Laiá, Laiá’ e à noite estou nos cascos para finalmente, assistir a ‘A Dangerous Therapy’, deDavid Cronenberg. Há, por sinal, algo de Cronenberg na mutação que Antonio Banderas impõe ao corpo do garoto de ‘La Piel Que Habito’, mas se eu tive a sensação de ter assistido a outra filme que não aquele de que não havia gostado em Cannes foi por causa de ‘L’Apollonide’. Ver inteiro o novo Betrand Bonello  no Cine BH me abriu para ‘A Pele Que Habito’ e o filme, para seguir a definição de Marisa Paredes, me deixou muito ‘desassossegado’. Há dias que não tenho postado. Tanta coisa para dizer. Meu amigo Dib Carneiro foipara a Grécia, com o filho Heitor e a sobrinha Elisa. Dib tem uma amiga que é guia turística, a Cristina. Todo ano, ele organiza excursões temáticas para a Grécia. A deste ano é algo como a busca das origens da tragédia grega. Imerso no processo de criação de ‘Hécuba’, As Troianas segundo Gabriel Villela – nunca sei onde dobram os Ls -, Dib resolveu desafiar a crise e adenmtrar a Acrópole. Bem que gostaria de ter ido, mas nada me faria perdero Festival do Rio que, este ano, emenda com a Mostra de São Paulo. O festival termina dia 18 e a mostra começa dia 20. Filmes, filmes, filmes. E peças. Na terça, assisti à estreia, para convidados, da nova peça do Dib, ‘Depois Daquela Viagem’, baseado no texto de Valeria Polizzi, em que ela relata sua experiência como soropositiva. Dib, acostumado à parceria com Gabriel – que, quando muda os textos dele, é para melhor -, ficou deprimido com as mudanças que desta vez foram feitas. Elas transformaram a peça num panfleto contra a aids, o que, para quem faz teatro, como ele, pode ser frustrante, mas eu gostei tanto do elenco jovem do espetáculo que recomendo a peça em cartaz no Sesc Anchieta, onde fica por duas semanas, apenas. Há que ser generoso com a juventude. Por falar em elenco jovem, amei o trio que faz Pedro Bala, Dora e o Professor em ‘Capitães da Areia’, que Cecília Amado adaptou do texto do avô delas, o amado Jorge, e que abriu ontem a Première Brasil. Os Capitães andam soltos aqui pelo Rio. Ontem, improvisaram uma roda de samba na porta do Odeon, hoje tocavam e cantavam quando saí da sessão do documentário de Gaultier, no Sesc Estação (é isso?), aqui na Voluntários da Pátria. Tão boa essa garotada. Confesso que me emociono com o talento jovem que pede passagem.