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Luiz Carlos Merten

23 Outubro 2009 | 11h25

Tenho umas coisas que eu próprio acho esquisitas. Por exemplo – estou desenvolvendo, já desenvolvi, umas superstições completamente idiotas, mas como toda superstição elas vão virando regras que não podem ser quebradas. Por exemplo, viajo sempre com uma necessaire que, de tão velha, nem tiro mais da mala quando estou nos hoteis, porque aquilo é uma vergonha. Há 20, quase 21 anos em São Paulo – cheguei aqui em dezembro de 1988 -, também nunca fui a uma abertura da Mostra. Começou porque não calhava, isso e aquilo, e agora eu não vou porque acho que a Mostra sobrevive muito bem sem mim na sua abertura, refiro-me à cerimônia e à festa, propriamente dita. É a minha maneira pessoal de desejar boa sorte à Mostra. No restante da duração, quero mais abraçar o evento e dar a maior – sendo do ‘Caderno 2’ já é, implicitamente, a melhor cobertura, sorry concorrência -, brigando todo dia por espaço com meu editor. Assim, para não fugir à regra, fui ontem ao show do ‘Café dos Maestros’, no novo Teatro Bradesco, que muito me encantou – o espetáculo, mas o teatro também é um luxo, embora tenha me divertido, não resisto a comparar, que a maioria dos artistas, subindo ao palco, dissesse maravilhas do espaço e era como se eu estivesse escutando de novo o que ouvi, de outras vozes, na inauguração do cine-teatro de Paulínia, no ano passado. Não fui, portanto, à abertura da Mostra nem à festa, mas nisso não foi nenhum parti pris. Meu colega Ubiratan Brasil foi e desistiu de esperar pelo filme, tão grande foi o atraso – e tão longa a discurseira dos patrocinadores. No Teatro Bradesco, a muvuca na entrada também foi demais. Nunca vi o Shopping Bourbon daquele jeito (e nem sabia que ia ter um teatro daquele tamanho, em frente ao conjunto de salas de Adhemar Oliveira e Leon Cakoff). Enfim, passada a abertura, vai começar agora a cobertura da ‘minha’ Mostra. Vamos lá.