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Com quantos paus se faz a canoa?

Luiz Carlos Merten

18 Junho 2017 | 18h22

O post não vai ser nada elegante, tenho de ir avisando. Para manter o assunto no pênis – fiz uns acréscimos no texto anterior; sorry, mas releiam -, devo informar que, no sábado, emendei Mulher Maravilha, na Sala Imax do Bourbon, com Baywatych. Vi a versão dublada. Se o humor do diretor Seth Gordon é ‘ultrajante’ – e politicamente incorreto -, a dublagem escracha ainda mais o que já é escrachado. O mané do grupo, esforçado mas totalmente inadequado para ser salva-vidas, pode não ter o physique du rôle, mas tem a rola. A garota sexy o deixa com uma ereção que ele tenta esconder. É pior. Fica com o membro preso na… Vejam! Piada velha, mas à qual o diretor acrescenta o verbo. Quantos sinônimos de pênis existem? Quantas expressões chulas se referem ao pinto? Fiquem nas que começam com P. São todas desfiadas no diálogo. E, no dia seguinte, com a maior naturalidade, a garota sexy pergunta ao garoto, quando ele está com outra – ‘Como está seu p…?’ Pode não significar nada, mas é tudo. Nunca vi, ou não me lembro, de tanta incorreção política numa comédia A de Hollywood. Não só sexo. Tem gente subornando na praia, querendo comprá-la. Parece Brasília, mas lá não tem praia. Acham que é pouco? Zac Efron, marombado, vira alvo de chacota de Mitch/Dwayne Johnson, o f… da praia. Mané, galãzinho de musical (High Shool), a zoada é total. Imagine que o boyzão, ex-campeão de natação, vomitou na piscina durante uma prova na Olimpíada do Rio, após uma noitada. De cara, ao chegar, Zac tem uma atitude machista e olha o bumbum da garota sexy. Acha-se o tal. Recebe uma ofensa de volta. No fundo, é bom moço, só precisa de uma oportunidade. E todo mundo não apenas corre em câmera lenta para o espectador, como na antiga série de TV. O diálogo ainda pergunta – ‘Você não acha que ela corre em câmera lenta?’ Confesso que me diverti muitíssimo com o reboot de S.O.S Malibu. Nunca fui fã da série com David Hasselhof e a siliconada Pamela Anderson, a Barbie com tets. Eram outros tempos, a ousadia, se havia, parece agora ingênua. Já a versão de Seth Gordon é ‘outrageous’. Podem me chamar de louco, mas admito que me diverti.