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Luiz Carlos Merten

12 Julho 2012 | 14h07

RIO – Aqui estou, desde ontem à tarde. Vim para assistir à noite ao footage (seis minutos) de ‘Total Recall’, que tem Colin Farrell na pele do personagem interpretado por Arnold Schwarzenegger para Paul Verhoeven. É curioso, mas mesmo um ator como Farrell, que já fez filmes cabeça e trabalhou com diretores importantes, foi incapaz de citar uma única vez o autor holandês que se deu tão bem em Hollywood, liberando seu imaginário em fantasias violentas (e caras, porque exigiam recursos). Achei o material do novo ‘Vingador do Futuro’ bem bacana, mas há um embargo e não posso entrar em detalhes, embora o pessoal me tenha dito que o que vimos avança pouco sobre o trailer que já está na rede. Farrell foi simpático, elogiou as belezas do Rio. Disse que serão inevitáveis as comparações com Schwarzenegger, mas não se importa. Ele bem tentou falar com o ex-governador da Califórnia. Enviou-lhe mensagens de texto, chamou-o no celular. “Ele me ignorou”,  embora não esteja muito certo do que teria sido diferente, se tivesse conversado com super Arnold. Deixou claro que gosta de ‘O Vingador do Futuro’ e ‘O Exterminador do Futuro’, mas filmes como ‘Comando para Matar’… (fez cara de pouco caso). Farrell adora sua profissão, adora atores (de maneira geral) e confessa que gostaria de dirigir. Fez grandes elogios a Ben Affleck. Disse que é muito esperto e não se surpreendeu nem um pouco quando ele se revelou um dos grandes diretores americanos atuais. Citando os grandes diretores que assinam seus filmes, destacou ‘Terry’ (Terrence Malick, de ‘O Novo Mundo’) como aquele com quem gostaria de filmar de novo, mas não me convenceu ao equiparar Joel Schumacher com Woody Allen e Steven Spielberg (que o dirigiu em ‘Minority Report – A Nova Lei’). O grande momento da entrevista, para mim, não foi nenhuma revelação sobre o filme, mesmo que ele tenha dito que foi esquisito beijar a atriz Kate Beckinsale, mulher do diretor Len Wiseman, nas barbas dele. (Kate, por sinal, é a melhor coisa do trailer, uma mistura de Sharon Stone com o marido dela, vilão do primeiro filme. O que essa mulher bate é uma loucura.) O bom, o melhor, foi o papo sobre biquíni. Uma coleguinha quis saber o que Farrell pensava da peça imprescindível no guardarroupa das cariocas. Ele tartamudeou, como se diz. Fez caras e bocas, enrolou a língua, fez um gesto (acariciando sabe-se lá o quê, com toda certeza um bumbum imaginário). No final, disse – “Vocês entenderam, não?” A garota insistiu – e se ele tivesse uma namorada brasileira?. Farrell concluiu que ela ficaria muito bem de biquíni, mas ressaltou – ‘Nessa praia’.

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