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Luiz Carlos Merten

29 Maio 2008 | 16h58

Pois é. Fui ler agora os comentários de vocês sobre os (reduzidos) posts dos últimos dias e li o que escreveram sobre o comportamento de Clint Eastwood em Cannes. Clint chegou com pinta de campeão. Ex-presidente do júri, ator amigo (Sean Penn) comandando o corpo de jurados deste ano, um filme que dividiu – ‘The Exchange’ -, mas teve defensores ardorosos. Clint devia estar se achando e certo de que ia ganhar, até porque já foi muitas vezes a Cannes – ‘O Cavaleiro Solitário’, ‘Coração de Caçador’ – e o máximo que conseguiui foi o prêmio de ator para Forest Whitaker, por ‘Bird’. Era vai ou racha. Depois de dois Oscars de melhor filme e direção (‘Os Imperdoáveis’ e ‘Menina de Ouro’), mais todos aqueles de mehor ator e melhor coadjuvante (para Sean Penn, Morgan Freeman e Hilary Swank), acho que o Clint apostava numa vitória. Eu confesso que não gostei de ‘The Exchange’ e não gostei nem de Angelina Jolie, e não porque ela esteja mal. Angelina está bem, como mãe sofredora (e guerreira), mas eu confesso que preferia alguém mais frágil no papel, uma Ashley Judd, talvez. Ver Angelina Jolie enfrentar (e dobrar) o sistema é coisa para a qual nosso inconsciente já está mais do que preparado, com a trajetória dela. Mas vou contar uma coisa para vocês. Antes de mostrar a cadeira vazia – salve Lupcínio Rodrigues – de Clint, a câmera de Cannes flagrou o presidente do festival, Gilles Jacob, jogado para trás na poltrona, com a cara visivelmente amarrada. Será que ele também acreditava numa vitória do xerife de Hollywood?

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