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Luiz Carlos Merten

25 Junho 2011 | 10h12

Levaria muito tempo para explicar meus infortúnios no sistema, mas, só para resumir, na quinta-feira não co0nseguia me logar. O sistema simplesmente med excluíra, o ID original, criando um outro. Passei um dia de cão fazwendo matérias quie enviava por e-mail, e o próprio endereço tive de improvisar, porque um só, o do ‘Estado’, está mais do que bem para mim. Ontem, com um ID provisório, poderia ter postado, mas tinha matérias para as edições de sábado (hoje) e domingo, tinha de ver à tarde o filme de Jim Carrey, ‘Os Pinguins de Papai’ – para a coletiva de segunda-feira no Rio -, emendei com filme no final da tarde e peça à noite (‘O Deus da Carnificina’). Jantamos, já na madrugada de hoje – meus amigos Dib Carneiro, Gabriel Villela e Cláudio Fontana – e eu desmaiei ao chegar em casa. Uso desm,aio no sentido metafórtico. Estava mde deitando, ainda nem encostara a cabeça no travesseiro e já dormia. Acordei, pensando em voltar a postar, mas dei uma zapeada na TV paga e estava começando um velho, em termos, filme de Don Siegel, ‘O Homem Que Burlou a Máfia’. Estacionei meu carro. ‘Charley Varrick, The Last of the Independents’. Não só renovei meu amor por um filme pelo qual tinha o maior carinho, como me dei conta – o que me havia passado despercebido – quanto os irmãos Coen, sabem, aqueles cujo ‘gênio’ estou sempre disposto a discutir, devem a Siegel. Ele já havia sido um dos mestres – na verdade, ‘o’  mestre, com Sergio Leone – de Clint Eastwood. Aqui, foi a matriz de ‘Onde os Fracos não Têm Vez’. A história do pequeno bandido que rouba um banco do Novo México, o dinheiro é da Máfia e ele é perseguido por um assassino implacável é um regalo. Siegel fez a versão , digamos, ‘normal’ de ‘Onde os Fracos não Têm Vez’ – não é a melhor definição, eu sei. Os Coen botaram seu gosto pelo inmsólito e pela esquisitice, transformaram o personagem de Joe Dan Baker no bizarro Javier Bardem e o espanhol até ganhou seu Oscar. Eu fico com meu Siegel e com Walter Matthau, o último dos independentes. Que delícia de filme! Queria postar sobre ‘O Deus da Carnificina’, sobre várias outras coisas, mas agora começou ‘Condessa Descalça’ na TV paga e eu cometi o erro de olhar para a tela e ver a deslumbrante Ava Gardner, nas cenas iniciais, quando Maria Vargas conhece o cineasta interpretado por Humphrey Bogart e ele quer fazer da garota que dança descalça numa espelunca da Espanha uma estrela de Hollywood. Cada palavra conta, e o carisma da dupla é insuperável. Nâo posso servir a dois senhores. Joseph L. Mankiewicz venceu. Continuo a postar depois.

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