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Luiz Carlos Merten

26 Setembro 2006 | 13h44

Havia pouquíssima gente na abertura da seção Cinema Que Pensa, ontem no fim da tarde, no Centro Cultural da Justiça Federal, aqui no Rio. Eryk Rocha apresentou o programa do qual assina a curadoria, com sua mãe, Paula Gaitán, e Juan David Posada. Acho Eryk e a irmã dele, Ava Rocha, ambos filhos de Glauber, talentosíssimos. Devo ser o único, ou será que Helena Ignez é que está certa? Ela estava sentada do meu lado, no CCJF. Disse que sempre há poucos interessados em programas experimentais, nesse tal cinema que pensa. Nem os críticos estavam lá. Carlos Alberto de Mattos foi uma das raras exceções. Eryk não é incoerente. Quer pensar o cinema porque também faz um cinema que pensa. Seu documentário Intervalo Clandestino foi visto por meia-dúzia de gatos pintados em São Paulo. No programa do Rio, Eryk mostrou alguns documentários que fez, com a mãe, para o Canal Brasil. Cinema e Documentário, Cinema e Poética. Ainda vamos falar deles, mas Cinema Que Pensa promete ser um dos destaques do Festival do Rio 2006. Em discussão, o audiovisual de resistência, as imagens e sons que não são aquelas massificadas de Hollywood. O Festival do Rio tem espaço para tudo. E por isso eu me amarro no festival.