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Cultura » Cinema que enriquece (emocionalmente)

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Luiz Carlos Merten

05 Setembro 2009 | 18h45

Acabo de ver um filme emocionante, que estreia na semana que vem, ‘My Sister Keeper’, que nem sei como se chama em português. É Com Cameron Diaz, Abigail Breslin e Jason Patric, direção de Nick Cassavetes. Não deve ser fácil para um diretor se afirmar carregando o peso de um nome ilustre, mas Nick, que poderia ter sido soterrado pela força do grande John, sempre teve o apoio da mãe, Gena Rowlands. Não diria que ‘My Sister…’ é um grande filme, ou perfeito, mas deixo as ressalvas para os coleguinhas. Eles com, certeza vãso falar em facilidades sentimentais, melodramas, sei lá… Achei que a experiência estética está a serviço da humana e ambas foram enriquecedoras para mim. O filme começa com essa garota que entra na Justiça contra os pais, pedindo emancipação médica. Ela foi concebida para tentar salvar a irmã, que está morrendo de câncer. Desde pequena, a garota, atualmente com 11 anos, vem sendo retalhada pelos médicos para garantir a sobrevida da irmã. O roteiro estabelece uma narrativa coral, com vários pontos de vista. A contestadora, a mãe, o pai, o irmão, a irmã que morre. Cameron Diaz faz a mãe que se arrisca a sacrificar uma filha para tentar salvar a outra. É um recorte raro e interessante, a briga na Justiça, a descoberta da sexualidade pela doente. Estou redigindo às pressas, porque daqui a pouco já sigo para o aeroporto Mas o que sei é que este está sendo um grande ano de filmes que encerram experiências viscerais, d vida e morte. ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’, ‘A Partida’, ‘My Sister Keeper’. Não digo que eles estejam todos exatamente no mesmo plano, mas são filmes que mexeram, que mexem comigo. Espero que mexam com vocês também.