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Luiz Carlos Merten

03 Setembro 2010 | 10h13

Não tive ontem tempo de postar, mas se vocês virem a edição de hoje do ‘Caderno 2’ rapidamenmte vão entender por que. Na quarta, havia saído cedo do jornal em busca de personagens para a matéria de capa sobre cinema de terror/horror, pegando carona na estreia de ‘Rec 2 – Possuídos’. Ontem pela manhã, enquanto redigia os textos sobre este filme – e também ‘Enfim, Viúva’, ‘Como Cães e Gatos 2’ (adorei a animação que precede o longa e os créditos finais) e o Cinefantasy -, ainda parei para entrevistar o presidente da Federação Espírita sobre ‘Nosso Lar’. Não estou me queixando, notem bem. Sou do tipo que acha que ‘quanto mais matérias (e entrevistas), melhor.’ Só estou explicando porque fiquei fora do ar. E nem estou conseguindo dar conta de tudo. Por exemplo, ainda não vi ‘Napoli, Napoli, Napoli’, o que pretendo fazer agora à tarde. A Paris tirou o filme de Abel Ferrara da prateleira e jogou nos cinemas na última hora, mas eu entendo. Devem estar c… para o Ferrara, o que lhes dá dinheiro é a série ‘Crepúsculo’, o resto é para encher os buracos do circuito. Acontece que o Ferrara me merece respeito – não gostei muito de ‘Mary’, mas adorei o ‘Go Go Tales’, que vi em Cannes, em 2008, acho – e lá vou eu ver o filme dele. Com tempo, se soubesse que ia estrear, gostaria de ter pedido uma entrevista. Sobre o Cinefantasy, havia visto o ‘Untold Frankenstein’, que era o filme em cartaz na hora em que fui ao Olido, em busca de fãs de cinema fantástico. Coloquei ênfase no resgate de ‘As Sete Faces do Dr. Lao’ pelo evento, mas confesso que me passou despercebido, o que só descobri depois, que o Cinefantasy deste ano também resgata o ‘Goonies’, de Richard Donner, que sempre adorei. Vamos por partes. ‘Dr. Lao’ trata deste personasgem que viaja pelo Oeste com seu circo ambulante. O próprio Dr. Lao, criado por Tony Randall, faz mais seis personagens – daí as sete máscaras – e o filme de George Pal é cultuado por tecer parábolas sobre a vida norte-americana. Pal, húngaro, animava marionetes em seu país e foi ser produtor em Hollywood (‘Guerra dos Mundos’, a versão de Byron Haskin) antes de virar ele próprio diretor, de filmes como ‘Dr. Lao’ e  ‘A Máquina do Tempo’, que adaptou de H.G. Wells, a versão com Rod Taylor. Viajo amanhã para Minas, onde fico até terça. Espero que, na volta – o Cinefantasy vai até domingo, dia 12, meu aniversário -, ainda tenha tempo de rever os filmes de Pal e Richard Donner. Mesmo que, eventualmente, eu reclame do comportamento das plateias, são filmes para ver em salas, com público. Sozinho, em DVD, não seria a mesma coisa.,

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