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Luiz Carlos Merten

01 Maio 2010 | 10h39

RECIFE – Volto à noite de ontem. Ela começara promissora. No almoço, conversava com Evaldo Mocarzel, quando Júlia Lemmertz se juntou a nós, na mesa. Júlia foi homenageada ontem pelo Cine PE com um troféu especial – a Calunga de Ouro – por sua carreira. Conversamos sobre seus projetos (O Deus da Carnificina’, de Yasmiza Reza, que vi em Paris com Isabelle Huppert e ela pretende fazer no teatro) e também sobre o próximo lançamento de um livro (da Coleção Aplauso) sobre sua mãe, Lilian Lemmertz.  Júlia gostaria de acompanhar esse lançamento por um ciclo de filmes, que seria muito bem-vindo. No palco, em seu discurso de agradecimento, ela lembrou do pequeno papel em ‘Cordélia, Cordélia’, de Rodolfo Nanni, no qual fazia sua mãe quando menina e disse que sua carreira começara de verdade com Jorge Durán, em ‘A Cor do Seu Destino’. Justamente naquela noite especial, ela recebia seu prêmio e Durán mostrava o novo filme. O ator Rogério Fróes, presente em ‘Não Se Vive Sem Amor’, fez um arco maior ainda. Lembrou que havia começado sua carreira como ator de teatro, aqui mesmo no Recife, há 50 anos,  num daqueles festivais amadores promovidos pelo lendário Pachoal Carlos Magno. No mesmo evento, havia uma jovem atriz gaúcha, Lilian Lemmertez, com quem ele filmou depois e no set circulava aquela garotinha, filha da Lilian, e era Júlia. Um ciclo se fechava – ciclos se fechavam na sexta à noite. Teria sido mais emocionante se ‘Não Se Vive Sem Amor’ fosse bom.