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Cannes (9)/Amores impossíveis e Godard

Luiz Carlos Merten

11 Maio 2018 | 14h31

CANNES – Emendei o Godard, e depois de Guerra Fria, de Pawel Pawlikowksi, mal tive tempo de comer alguma coisa – encontrei Anna Luiza Müller e George Moura – e jáestava de volta ao Palais para ver O Livro de Imagem. Gostei do polopn~es, mas não creio que tenha gostado que mais que do russo, Lerto, de Kirill Serebrennikov. Pawlikowski conta a história de uym casal de artistas nos anos 1940 e 50. Ele rege e compõe, ela canta. Wiktor, é o nome dele, foge para o Ocidente, Paris. Ela, Zula, vira uma estrela do regime depois também passa a levar uma vida nômade. Reencontram-se, amam-se. Não conseguem viver juntos nem separados. O diretor dedica o filme a seus pais – preciso descobrir por quê. Gostei, é belíssimo, mas Pawlikowski pratica um cinema narrativo e logo veio o Godard, que me tirou dos eixos. Um filme em cinco capítulos, como os cinco dedos da mão. Godard pratica uma arte da colasgem e discute guerra, viagens, o espírito das leis, os livros e uma tal Região Central. Palavras – interessam-lhe as ideias como conceitos, e o filme foca no perigo. Conceitos políticos, religosos que, radicalizados, provocam confrontos e destruições Godard me deixou chapado, e não é de fácil assimilação. Ainda estou tentando decodificar sua riqueza.