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Cannes (6)/Honoré e a aids

Luiz Carlos Merten

10 Maio 2018 | 18h31

CANNES – Esdtou vindo da Potinière do Pslais, onde jantei com Neusa Barbosa, depois de assistirmos ao Christophe Honoré, Plaire, Aimer et Courir Vite. Como 120 Batimentos por Segundo, de Robin Campillo, no ano passado, mas com outro foco, é sobre os primórdios da aids. Dessa vez, o ano é 1993 e Jacques, escritor de 40 anos, sente que está vivendo seu último verão. Vive uma relação forte com Arthur, que conheceu na Bretanha. Arthur é jovem, sonha ser cineasta – o próprio Honoré? Vou entrevistá-lo amanhã e talvez descubra. A sexta também terá Los Silenzios, da brasileira Beatriz Seigner, e o Godard, O Livro da Imagem (no singular). Não creio que o Honoré vá repetir o fenômeno do Campillo, que era o candidato do próprio presidente do júri para a Palma de Ouro de 2017. Pedro Almodóvar foi derrotado por Paolo Sorrentino, que articulou para que ganhasse o sueco The Square, de Ruben Ostlund. O festival recém começou, mas já estão se definindo tendências.