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Cannes (19)/Les Morts et les Autres

Luiz Carlos Merten

17 Maio 2018 | 12h42

CANNES – Fui ver, ontem à noite, o brasileiro da mostra Un Certain Regard. Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e Renee Nader Messora. A história de um jovem índio krahô assombrado pela morte do pai. Ele não apenas tem pesadelos como sabe que é chegado o tempo de realizar a cerimônia fúnebre. Temos tido muiotos filmes de índios no cinema brasileiro, muitas obras de denúncia. Alguns buscam outro estatuto. Como Piripkura, Cantoria é impregnado pelo espírito da floresta. Busca passar uma espécie de poesia econaturista. A voz da água. Fiquei incomodado porque muita gente saiu, mas nós, os que ficamos, demos a João e Renee – e a seu casal de índios – o aplauso que o filme merecia. Não parava nunca. Chorei, mas já não sei mais até que ponto isso tem a ver com a fragilização da perna. Sara Silveira me chamou de maluco.
Devo ser. Mas esses momentos de beleza e emoção me gratificam. Tenho certeza de que estaria me sentindo muito pior, se nm~;ao estivesse nmo meio dsessa cultura.