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Cannes (15)/De Kore-eda a Spike Lee, um dia (muito) movimentado

Luiz Carlos Merten

14 Maio 2018 | 20h26

CANNES – Tive hoje um dia agitado – filmes, entrevistas, e a dor na perna, que me testa a cada dia. Comecei a manhã assistindo ao Hirokazu Kore-eda, Negócio de Família, muito bom e certamente mais duro que a jóia Pai e Filho. Emendei com o documentário de Wim Wenders sobre o papa Francisco, Um Homem de Palavra, vi outro poético filme japonês, Asako 1 e 2, de Ryusuke Hamaguchi, e ainda fui assistir ao documentário sobre Alexandre Desplat – In the Trace of… -, em presença do próprio. Cheguei à noite, exausto, ao Spike Lee – BlackkKlansman, sobre o policial negro que conseguiu se infiltrar na organização racista KKK. Valeu a pena. Já são quase duas da manhã aqui e vou ter de levantar cedo para ver o Lars Von Trier. Preciso dormir, mas não sem antes dizer que Spike veio com tudo, disposto a recuperar a história que não fez quando Faça a Coisa Certa não recebeu a Palma de Ouro de 1989, embora merecesse. Quem sabe agora?