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Cannes (12)/God-art forever!

Luiz Carlos Merten

13 Maio 2018 | 09h56

CANNES – Vim ao meu primeiro Festival de Cannes em 1992 e, desde então, falhei apenas duas vezes, por motivos que não cabe enumerar. Tornei-me prata da casa. Testemunhei momentos históricos, como o seminário que, em 2000, sacramentou as novas tecnologias. Mas nuncas vi nada parecido com a coletiva de Jean-Luc Godard, no sábado. Godard envia os filmes, mas não pactua com o cerimonial do festival. Despreza o que há de glamouroso na montée des marches. MKas Godard esteve presente na coletriva de O Livro de Imagens por meio do Iphone de seu preodutor. Em linha direta, e bastava entrar na fila para lhe fazer perguntas. Godard criticou as estruturas comerciais do cinema (e de Cannes). Lamentou-se sobre o estado do mundo e o uso ideologizado de livros como o Corão. Aos 87 anos, segue sendo o mais revolucionário dos autores. Não admira que, antes da sessão de sexta, no Grand Théâtre Lumiére, um tiete tenha expressado, aos berros, o que ia no coração dos cinéfilos. God-art forver!