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Cannes (11)/O Circo de Cacá

Luiz Carlos Merten

12 Maio 2018 | 19h45

CANNES – Mariana Ximenes, num longo amarelo, com cauda e fios de ouro, teria feito uma montée des marches gloriosa – deveria ter lhe perguntado quem era o estilista. Mas a sessão de O Grande Circo Místico, o longa de Cacá Diegues, foi na Sala do 60ème, com direito a tapete vermelho e apresentação entusiasmada de Thierry Frémaux, mas sem o protocolo da grande escadareia. Mariana estava feliz da vida, fazendo sua estreia no maior festival do mundo. Vi o Circo pela segunda vez. É um filme belo, mas que ainda me desconcerta. O final, com seu efeito metafórico, por exemplo. Gostei de rever, Jesuíta Barbosa é maravilhoso e Cacá dedicou a sessão a Nelson Pereira, que mereceu uma ovação. Foi bonito. Corri ao Caffé RToma, em frente ao Palais, para comer alguma coisa e voltei para ver Les Filles du Soleil, As Filhas do Sol, de Eva Husson. A sessão terminou passado da meia-noite daqui, portanto já no domingo. Tecnicamente, estamos em pleno Dia das Mães, e o filme narra a luta de uma brigada de mulheres curdas, ex-violadas. A lider do grupo é Golfishteh Farahani, que busca recuperar o filho sequestrado por terroristas islâmicos, e Emmanuelle Bercot faz a jornalista que acompanha o grupo. Belas atrizes, em todos os sentidos, tema forte – o empoderamento feminino -, mas o filme não é grande coisa.