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Luiz Carlos Merten

17 Dezembro 2006 | 12h16

Na sexta, quando postei o texto sobre a dupla vitória de O Céu de Suely em Havana (melhor filme e atriz, Hermila Guedes), ainda não sabia do vitória do Caio Blat como melhor ator, por É Proibido Proibir, do Jorge Durán, filme do qual gosto bastante. Entendo que a tarefa de um júri é sempre ou, pelo menos, muitas vezes, difícil. No Festival do Rio do ano passado, Selton Mello, que está genial (como Hermila em Suely) em O Cheiro do Ralo, dividiu o prêmio de melhor ator com o Sidney Santiago, muito bom em Os Doze Trabalhos, do Ricardo Elias. Não teria nada a objetar contra a premiação dos dois, mas de alguma forma fiquei triste, porque gostava muito do Caio no filme do Durán e do Rafael Raposo em Noel – Poeta da Vila, do Ricardo Van Steen. Havana fez agora justiça à entrega do Caio, que ousa e está construindo uma bela carreira no cinema. Fiquei feliz por ele e pelo Durán. É Proibido Proibir é tão bem feito, tão denso, tão maduro. Para um cara que ficou 20 anos sem filmar, como o Durán – seu último filme, que também foi o primeiro que ele dirigiu, A Cor do Seu Destino, é de 1986 –, acho importante e até necessário o reconhecimento. É uma forma de deixar clara a falta que ele nos fez, neste tempo todo. Ou então – o inverso –, como ele aproveitou bem o tempo de maturação, fazendo agora um filme que realmente conta e faz diferença.

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