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Luiz Carlos Merten

13 Julho 2008 | 13h02

Danei! Nenhum comentário… Mas eu insisto. Não consegui assistir ontem a ‘Viagem ao Centro da Terra’ porque fui ao Páteo Higienópolis por engano, esperando ver a versão em 3-D, mas ela está no Eldorado e no Iguatemi. Vou tentar daqui a pouco. Gosto muito, como já disse, do primeiro filme, realizado por Henry Levin, um daqueles diretores com fama de medíocre – um mero ‘artesão’ hollywoodiano -, mas a quem devo bons momentos no meu imaginário. Além de ‘Viagem’, gosto de ‘No Velho Colorado’, um western com William Holden e Glenn Ford, do fim dos anos 40, que Jean Tulard – e não só ele… – considera de uma crueldade surpreendente, para os padrões da época. Ontem, quando fui citar o elenco do filme antigo, terminei citando só o James Mason. Lembrava-me dele, da Arlene Dahl, da Diane Baker, mas não me vinha o nome do garoto. Sabia que era um astro/cantor e fiquei repassando as opções. Fabian, Frankie Avalon, até Elvis. Era o Pat Boone, que deve ter sido o galã mais certinho da história de Hollywood. Pat Boone era religioso e tinha uma cláusula nos contratos que o desobrigavam de beijar a mocinha. Sei lá de que artifício se valeu o Henry Levin – pode ter ameaçado chamar o xerife sádico de ‘No Velho Colorado’ -, mas Pat Boone deu seu primeiro beijo, desajeitado, em Diane Baker, que eu adorava, diga-se de passagem. Diane teve ainda menos sorte do que Suzanne Pleshette. Bonitas e talentosas – ia dizer morenas, mas acho que eram mais castanho-escuras -, surgiram em Hollywood quando o star system ia para as cucuias e as duas ficaram meio perdidas naquela transformação. O curioso é que foram ambas coadjuvantes para Alfred Hitchcock, e em suspenses consecutivos – Suzanne em ‘Os Pássaros’ e Diane, em ‘Marnie, as Confissões de Uma Ladra’, ambos estrelados pela loira Tippi Hedren.