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Cacá preside a Caméra d’Or

Luiz Carlos Merten

27 Abril 2012 | 15h09

RECIFE – Acabo de encontrar Cacá Diegues aqui no hotel, que já chegou para a homenagem que recebe no domingo do Cine PE – Festival do Audiovisual. Pois voltei à sala de imprensa, entrei na caixa postal para validar comentários nos posts e vi o comunicado de Cannes, dando conta de que Cacá vai presidir a Caméra d’Or, júri que integrei em 2006, ou 7,  sob a presidência dos Irmãos Dardenne. Só cumprimentei Cacá, não tive tempo de conversar com ele, mas certamente será um assunto nestes dias em que estaremos aqui. Acredito que Cacá seja o diretior brasileiro que mais vezes esteve vem Cannes, e isto desde o começo da carreira dele. A Caméra d’Or é o prêmio de Cannes para diretores estrreantes (atyé o segundo filme). Inclui obras de todas as seções do festival. No ‘meu’ ano, assistimos a mais de 30 filmes, somados aos 20 da competição e algum outro que tenha querido ver. Mais de 50 filmes em 11 dias, nem me perguntem como consegui. Estou mais interessado agora em dizer que Cacá foi uma influência muito grande para mim. Um dos meus prazeres, quando cursava a Faculdade de Arquitetura da UFRGS – em cujo mural estreei como ‘crítico’ -, era ler a revista ‘Arquitetura’, editada pelo Sindicato de Arquiteto, acho que do Rio. Cacá era o crítico e foi minha primeira leitura ‘séria’, como abordagem, por exemplo, de Roberto Rossellini. Isso não deixa de transformá-lo em meu mestre, e até hoje amo ‘Chuvas de Verão’, um dos meus cults no cinema do País.  Cacá na Caméra d’Or? É mais Brasil neste ano que se antecipa especial para o cinema brasileiro no Croisette.