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Luiz Carlos Merten

04 Maio 2010 | 14h55

Cá estou no aeroporto de Guarulhos, com check-in já feito. Embarco daqui a pouco para Paris e, de lá, para Londres, onde me espera a junkett de ‘O Príncipe da Pérsia’. Tive de ver o filme hoje pela manhã, exigência de Jerry Bruckheimer – que os jornalistas assistissem ao filme nos países de origem e que a sessão fosse aberta a não profissionais de imprensa (possivelmente para que pudéssemos avaliar as reações). Confesso que viajei tanto nas ‘areias do tempo’ que não tive como avaliar as reações dos outros. E o filme começa muito esperto, com a tomada de uma cidade sagrada, em busca de armas que não existem. É colocada tanta ênfase nisso – a destruição de uma cidade em busca de um objetivo falso e que, na verdade, mascara outro. Pérsia/Iraque? Seria mais Pérsia/Irã, do ponto de vista histórico, mas Bruckheimer e o diretor Mike Newell estão querendo ‘politizar’ a saga do príncipe da Pérsia, pelo menos é o que parece. Nunca me liguei no game, aliás, nunca me liguei em game nenhum. Meu amigo Dib Carneiro confessou que adorava o brinquedinho. Estou dando somente um olá. Meu próximo post será de Londres.  Nem tive tempo de comentar os ‘trocentos’ lançamentos de DVD que encontrei em casa, ao regressar do Recife. A caixa de Elvis Presley, da Paramount, incluindo ‘Balada Sangrenta’, o filme ‘sério’ do rei do rock,  que ele fez com direção de Michael ‘Casablanca’ Curtiz, substituindo James Dean, que morrera. Já contei para vocês como Don Siegel considerava Elvis um ótimo ator que teve poucas oportunidades para se revelar como tal em Hollywood, uma delas justamente em ‘Estrela de Fogo’, o western do diretor de ‘Os Impiedosos’ e ‘Dirty Harry’ em que Elvis the Pelvis faz um mestiço índio. Outros fiolmes que me aguardavam – ‘O Padre’, de Antonmia Bird, pioneiro na discussão da homossexualidade do clero, muito em evidência nos últimos tempos, devido à polêmica celibato X gays, desencadeada pelo Vaticano. Tem outro filme que muito me interessou, mas me deu um branco. Já estão chamando meu voo. Depois eu conto, como diria Ibrahim Sued. Até!

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