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Luiz Carlos Merten

11 Setembro 2006 | 13h30

Luc Besson anunciou hoje que está parando com o cinema. Já vai tarde. Besson é aquele diretor e produtor francês que os críticos, com razão, amam odiar. Seus primeiros filmes revelavam o pé na publicidade e o situaram, com Jean-Jacques Beineix e Léos Carax, como os neobarrocos do cinema francês. Besson foi o único que se deu bem. Associou-se aos americanos e fez filmes de grande espetáculo como O Quinto Elemento e Joana D’Arc. Nos últimos tempos, cada vez menos ativo como realizador, ganhou rios de dinheiro produzindo filmes de apelo popular como os da série Táxi (cujo primeiro exemplar Hollywood refilmou com Gisele Bündchen e não tinha a menor graça). O último filme de Besson estréia em dezembro na França. É a animação Arthur e os Minimoys, que se baseia na série de livros infantis que ele próprio escreveu. Madonna e David Bowie dão voz aos personagens. Besson diz que está acabando com o cinema porque os dez filmes que realizou, incluindo Arthur, esgotam temas e técnicas que ele quis desenvolver.O diretor acrescentou que tem o maior orgulho de todos eles. Deveria se orgulhar muito mais de Os Três Enterros, que produziu. O filme dirigido pelo Tommy Lee Jones vale mais do que toda a perfumaria que Besson despejou nas telas.