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Luiz Carlos Merten

12 Dezembro 2009 | 10h18

Fui ver ontem à noite o show de Maria Bethânia e, tirando o fato de que não gostei do figurino – mas a roupa da primeira parte é Armani – nem do cenário – que quando ilumina fica muito kitsch, feito árvore de Natal -, fiquei chapado. Bethânia é boa, sempre, mas quando se derrama fica melhor. E está cantando uma enormidade. Não chego ao exagero de devoção de uma voz feminina sentada atrás, que dizia que em show de Bethânia o corredor deveria ser liberado para o público poder ver de joelhos, mas fui direto ao nirvana. Bethânia canta ‘Explode, Coração’ à capella, mas na hora de ‘É o Amor!’, a banda participa, e como! Falei do cenário kitsch, mas tenho amigos, críticos musicais, que não gostam nem um pouco quando ela canta Gonzaguinha nem Zezé di Camargo e Luciano. Eu quero mais é que a mana de Caetano seja brega quantas vezes quiser, se as interpretações forem tão apaixonadas, tão viscerais (e por isso mesmo ela não é brega coisa nenhuma). Não posso nem dizer – corram a ver! Os ingressos estão esgotados. Tem gente que acha que o Natal se completa com Xuxa, com Roberto (Carlos). O meu já fechou antecipadamente com Bethânia. Ah, sim, mas na segunda, vamos – um grupo do jornal – ver o show do Cauby (Peixoto) no Brahma. A propósito, Nelson Hoineff está fazendo um documentário sobre ele, Cauby, na trilha dos que dedicou a Paulo Francis e Chacrinha, ‘Caro Francis’ e ‘Alô alô Teresinha’.

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