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Cultura » Bergman na cabeça

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Luiz Carlos Merten

10 Junho 2008 | 08h43

Devo ir à Suécia, mais para o final do mês, para um evento em homenagem a Ingmar Bergman que promete ser bem bacana, mas tenho de confessar que gostaria de ter ido quando ele ainda estava vivo para, se possível, conhecer o grande homem, apertar-lhe a mão e agradecer, feito tiete, pelo prazer que ele me proporcionou com seus grandes filmes, mesmo que alguns deles fossem o que o próprio Bergman definia como ‘dor de dentes na alma’, e de dor de dentes, por estes dias, quero distância. Mas estou falando sobre Bergman por outro motivo. Maria da Glória Lopes, a Glorinha, redatora do ‘Caderno 2’, me chamou ontem para mostrar a abertura da coluna de hoje de Arnaldo Jabor. Só vi uma parte, e portanto não sei os finalmentes aonde o Jabor quer chegar, mas ele começa com uma afirmação que é novidade para mim. Diz que ‘Fanny e Alexander’, deslumbrante, mas que não é o meu Bergman favorito, foi eleito o melhor filme de todos os tempos, desbancando ‘Cidadão Kane’. Como, quando, onde? Vocês sabem? Independentemente de achar, ou não, que ‘Fanny e Alexander’, ou ‘Cidadão Kane’, ou ‘O Encouraçado Potemkin’ seja o melhor filme de todos os tempos, o que acho interessante destacar – e até refletir sobre — é como nos últimos anos tem havido uma mudança no perfil dos cinéfilos, só posso entender assim. Na França, outra pesquisa recente apontou ‘O Mensageiro do Diabo’ (The Night of the Hunter), de Charles Laughton, com Robert Mitchum e Lilian Gish, como o melhor filme de todos os tempos. Abro espaço para que vocês comentem essas escolhas um tanto supreendentes – eu continuaria votando no Bergman de ‘Morangos Silvestres’ -, mas principalmente para que me informem. Que raio de pesquisa foi essa que chegou ao ‘Fanny e Alexander’?