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Luiz Carlos Merten

08 Outubro 2008 | 12h30

RIO – Somente agora consegui dar uma atualizada nos comentários que estavam parados. Vou dar uma geral.
1. Me surpreende muito como meus posts sobre westerns têm resposta de vocês. Posts antiquíssimos continuam a merecer comentários, o que me leva a crer que o gênero, a despeito de ser atualmente maltratado por Hollywood, está firme no ‘nosso’ imaginário, no meu como no de vocês. Vejam aquela lista de melhores westerns. Volta e meia existem listas novas sendo anexadas às dezenas que já estão na memória do blog.
2. Renann me desestimula de ver ‘Velha Juventude’. O novo Coppola passa de novo amanhã e eu pretendo vê-lo. Só que, por uma questão de horário, vai ser corrido. Vou ter de ver o filme e correr para a cerimônia de encerramento no Festival do Rio, no Cine Odeon BR. Renann não é o único a ter-se decepcionado. Vou conferir.
3. Rodrigo comete um erro, mas quem sou eu, que também erro bastante, para criticá-lo? Seja como for, ele me cobra um post sobre ‘Os Inconfidentes’, de Joaquim Pedro de Andrade – que ele chama de dos Santos. O filme que saiu em DVD, versão restaurada, é um clássico. Tenho uma admiração incondicional por Joaquim Pedro, que considerado um dos grandes do cinema brasileiro. Só que, ao contrário de meus coleguinhas, a vertente de Joaquim que me interessa não é tanto a tropicalista, e sim a mineira. Nunca me entusiasmei muito com ‘Macunaíma’ nem com ‘O Homem do Pau Brasil’, mas amo ‘O Padre e a Moça’ e ‘Os Inconfidentes’, sendo que esse último, para mim, se situa na confluência das duas grandes linhas do cinema de Joaquim Pedro. Em plena comemoração do sesquicentenário da independência, em 1972, de que os militares se apropriaram para fazer proselitismo político – como já tinham feito com a conquista do tri, no México, em 1970 -, Joaquim fez uma releitura desmistificadora da Inconfidência Mineira e ousou mostrar um Tiradentes (José Wilker) não apenas diferente da imagem tradicional como um herói que é, antropofagicamente, devorado pelo Brasil (os planos de sua carne no desfecho). Gosto muito dos curtas do diretor – ‘Couro de Gato’, ‘O Poeta do Castelo’ e ‘Vereda Tropical’, que na obra de Joaquim se liga ao longa ‘Guerra Conjugal’. Este último é o único filme do diretor sobre o qual confesso não ter uma opinião formada. Vi, na época, mas não me marcou muito. Seria o caso de rever…
4. Gustavo comenta meu post sobre Sherlock Holmes. Ele viu os filmes de Chris Columbus e Billy Wilder e nenhum deles segue o figurino tradicional do personagem criado por Conan Doyle (e do qual Jô Soares e Miguel Faria Jr. tiraram casquinhas em ‘O Xangô de Baker Street’, livro e filme). Deixe-me voltar a São Paulo que eu retomo o assunto, Gustavo. Saíram caixas de filmes antigos, com Basil Rathbone no papel. Não são filmes muito criativos, mas seguem fielmente os originais. E existe o caso de ‘O Cão dos Baskervilles’, a versão de Terence Fisher, na Hammer, que até onde me lembro tem um desfecho aterrador.
5. Yola, vou te dever o marido da Paloma Picasso. Não estou conseguindo acessar agora o Google, mas não deve ser muito difícil descobrir com quem ela foi casada.