Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Cultura

Cultura » Artistas Associados

Cultura

Luiz Carlos Merten

18 Abril 2008 | 17h18

Estou aqui no Shopping Eldorado, postando antes de seguir para a Fnac de Pinheiros, onde às 7 da noite haverá a inauguração da exposição de fotos dos 90 anos da empresa United Artists, com direito a coquetel e, na seqüência, debate com Rubens Ewald Filho e eu. Vocês estão convocados e eu diria intimados a comparecer, mas amanhã, ou mais tarde, eu posto para comentar (e para dizer o que aprendi com o Rubinho sobre o estúdio fundado por Chaplin, Douglas Fairbanks, Mary Pickford e David W. Griffith, os artistas associados do nome original). Só como curiosidade – na Bartnes & Noble, antes de optar (certo) por qual volume sobre Otto Preminger comprar, fiquei um tempão namorando dopis outros livros. Um deles eu comprei e falo daqui a pouco, ‘Cinema of Obsession’. O outro era uma autobiografia de Walter Mirisch, cuja empresa associada à UA produziu grandes filmes, incluindo todos os de Billy Wilder na empresa.(Agora estou chutando. Acho que foram todos.) Se tivesse me lembrado do debate, teria comprado, até como lição de casa, pois o título já me parecia bastante atraente. Roger Corman escreveu um livro de memórias relatando como realizou dezenas de filmes de todos os gêneros e estilos, sem perder um centavo em Hollywood. O título do de Mirisch é maravilhoso, algo como ‘…E Eu não Sabia que Era Arte’. Dei uma folheada e vi que ele conta como era a parceria com Wilder, Sturges (John) e como filmes que para eles eram diversão, ou ‘trabalho’, terminaram virando cults e até sendo reconhecidos como obras-primas do cinema. Vocês sabem como eu tenho preguiça – sorry – de pesquisar na internet, mas se alguém quiser fazer a lição de casa por mim e já chegar na Fnac com o título do livro de Mirisch na ponta da língua, caso eu venha a citá-lo, agradeço. Vou lembrar de qualquer maneira uma história que acho legal e que é atribuída a um executivo da Metro (Richard Rowland) por Ronald Bernan, em seu livro que conta a história de UA. Quando circulou a história da criação do estúdio, Rowland teria dito – ‘Ah, quer dizer que os loucos agora têm a chave do hospício?’ Genial, não?