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‘Antes Que o Mundo Acabe’

Luiz Carlos Merten

15 Dezembro 2010 | 15h29

Olá! Tive ontem um dia tão corrido que não consegui postar nada, nem para registrar a votação da APCA, a Associação Paulista de Críticos de Arte, na segunda à noite. Éramos poucos, apenas quatro, e é uma coisa que me preocupa, porque antes os votantes de cinema eram, talvez, os mais numerosos da associação. Agora, os críticos proliferam e a representatividade na APCA mingua. Talvez fosse decorrência da chuva, que deixou o trânsito mais caótico que de hábito, mas não sei, não… Havia me dado aquele branco sobre grandes documentários em 2010. Por mais que goste dos documentários musicais – ‘Uma Noite em 67′ e 1’Dzi Croquettes’ -, nada se compara ao admirável ‘Terra Deu Terra Come’, de Rodrigo Siqueira, que, merecidamente, ficou com o prêmio de melhor documentário do ano. O melhor filme, a melhor ficção, foi ‘Antes Que o Mundo Acabe’, de Ana Luiza Azevedo, mas ela não recebeu o prêmio de direção, que foi para Laís Bodanzky, por ‘As Melhores Coisas do Mundo’. O filme da Laís também teve o melhor roteiro, de Luiz Bolognesi, mas acho que não violo nenhum segredo de bastidores ao dizer que o roteiro de ‘Tropa de Elite 2’ também foi muito apreciado. Os prêmios mais polêmicos, com direito a réplica e tréplica, foram os de interpretação. Não porque os vencerdores, Ana Paula Arósio, de ‘Como Esquecer’, e Wagner Moura, o Coronel Nascimento de ‘Tropa 2’, não merecessem, mas justamente porque havia atores e atrizes muito bons – o trio de ‘Sol do Meio-Dia’, de Eliane Caffé, a Ana Lúcia Torre de ‘Reflexões de Um Liquidificador’, de André Klotzel, o Nanini de ‘A Suprema Felicidade’, embora, no caso do filme do Jabor, tenha de reconhecer que fui uma batalhador solitário. Nunca vi tanto ódio em relação a um filme, ou autor. Jesus! Enfim, acho que foi uma premiação digna e, aproveitando, lembro que o Globo de Ouro, deivulgado ontem, concentrou o maior número de indicações em ‘The King’s Speech’, que quase fui ver em Nova York, mas depois preferi assistir ‘O Cisne Negro’, de Darren Artonofsky, e não me arrependo, porque amei o filme (e a Natalie Portman). Outros bem cotados no Globo de Ouro – ‘A Origem’, de Christopher Nolan, e ‘A Rede Social’, de David Fincher, ambos com cadeira cativa na minha lista de dez mais de 2010. Embora vocês não cansem de me dizser que o Globo de Ouro não vale mais como prévia do Oscar – nos últiumos seis anos só ‘Quem Quer Ser Um Milionário?’, de Danny Boyle, ganhou os dois prêemios -, espero ver Fincher, Aronofsky e a bela Natalie na disputa do prêmio da Academia de Hollywood.