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Cultura » ‘Amor, Sublime Amor’

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Luiz Carlos Merten

09 Março 2008 | 15h46

Havia me dado um fim de semana sabático, dizendo que não ia postar nada, mas não consigo. Um dia fora do ar – o sábado – já foi suficiente. Acabo de almoçar no mexicano da Rua dos Pinheiros, esquina Virgílio, com minha filha e genro. A Lúcia e o ÉRico foram ao Arteplex para ver ‘Senhores do Crime’, eu, ligeiramente tocado pela mistura de margarita e cerveja Sol, resolvi postar. Vamos por partes. Fui sexta à noite ver ‘Amor, Sublime Amor’, o novo musical de Jorge Takla. Encontrei Marcelo Pestana, que já estava vendo a versão brasileira de ‘West Side Story’ pela segunda vez. Confesso que me precipitei. Cortava tranqüilamente o primeiro número, de apresentação dos Jerts e dos Sharks, mas de resto estava achando tudo mais energético do que ‘My Fair Lady’ e ‘Sweet Charity’ (o pior de todos). O segundo ato, me desculpem, foi horrível. O melhor desta safrea de musicais é que já temos hoje atores/casntores/dançarinos que dão conta do recado. O cara que faz Tony canta muito bem. A garota que faz Maria segura o canto lírico e é convincente, como atriz, na cena em que tem de cantar à capela. Mas eu gostaria de ver esta gente num musical brasileiro. Tudo ali é produto do colonialismo cultural e a platéia, então, faz de tudo para se sentir na Broadway. Um horror! Engraçado é que, na sexta, o Guia do Estado deu a capa para ‘Amor, Sublime Amor’. Como Romeu e Julieta. ‘Como…’ Antônio Gonçalves filho não deixou por menos. Quem está comendo Romeu e Julieta? Foi o último texto de Erica Riedel no Guia. Melhor que a montagem, propriamente dita, mas, enfim, sempre haverá alguém para dizer que é implicância minha com musicais. Pois os coleguinhas de teatro da APCA, a Associação Paulista dos Críticos de Teatro, não votaram em ‘My Fair Lady’ como melhor espetáculo do ano passado? ‘My Fair Lady’, um clone (piorado) do deslumbranhte filme de George Cukor. Pobre Décio de Almeida Prado… Que herdeiros!