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Luiz Carlos Merten

07 Março 2007 | 17h06

Encontrei ontem na pré-estréia de Os 12 Trabalhos Gioconda Bordon, ex-Rádio Eldorado, atual Rádio Cultura. Adoro a Gioconda e é sempre com o maior prazer que vou ao programa dela falar de cinema (ultimamente não tenho ido, é verdade). Vejo-a pouco, mas os encontros, embora breves, são sempre frutíferos. E nós compartilhamos gostos muito próximos. Gioconda também não gostou de Os Infiltrados e, em contrapartida, amou Pecados Íntimos, lamentando, como eu, que o título brasileiro do filme de Todd Field não tenha mantido o sentido do original – Criancinhas. O filme trata de infantilidades, da infantilização como uma tragédia contemporânea. Tenho falado pouco do Pecados Íntimos, mas era o meu favorito entre os filmes do Oscar deste ano, incluindo os do Clint. Acho o personagem do pedófilo e a compaixão que ele termina provocando no sujeito que era seu algoz uma das coisas mais comoventes a que assisti no cinema, ultimamente. E que elenco! Kate Winslet está genial. Aliás, um potin rápido. Nunca me interesso muito por fofocas de astros e estrelas, quem anda ficando com quem. Descobri só agora que Kate Winslet é casada com Sam Mendes, o diretor de Beleza Americana, do qual não gosto muito, e Soldado Anônimo, do qual gostei bastante (contra a opinião de meio mundo). Acho que o primeiro explica o segundo, a questão de pais e filhos, e o mesmo princípio permite entender porque Mendes, falando sobre a primeira Guerra do Golfo, a de Bush pai, na verdade fez um filme sobre a segunda, de Bush filho. O que isso importa – que SM seja casado com KW? Ele vai fazer um filme sob medida para ela. Soube em Berlim. Um filme para Kate Winslet? Não sei mais nada, mas já gostei.

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