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Luiz Carlos Merten

29 Abril 2008 | 14h53

RECIFE – Na correria da manhã, nem tive tempo de postar nada sobre a primeira noite do 12° Cine PE. Com show e discurso, as projeções começaram passado das 8 da noite. Os curtas ocuparam quase duas horas. Com apresentação das equipes, os longas começaram às 22h30. Dois longas! Se continuarem assim, vai ser duro, mas este é um problema da gente, aqui. Vocês, aí, devem estar querendo saber se vi bons filmes. O primeiro curta da noite, ‘Amanda e Monick’, foi almodovariano. É um documentário sobre dois travestis numa cidadezinha de 6 mil habitantes perdida no Cariri paraibano. Um se prostitui, o outro é mocinha e leciona. O prostituto engravidou uma lésbica, que agora espera um filho/filha dele/dela. E o cara diz para a câmera que vai ser uma boa mamãe para o bebê – o pai é ela -, mesmo que tenha de continuar se prostituindo para sustentar a criança. Não é coisa de Almodóvar? A realidade supera a ficção, sim senhores. Mas o filme não me pareceu bom. Meio quadradão, reiterativo, como se o diretor tivesse medo de transgredir na linguagem, já tendo personagem tão, digamos assim, excessivos, embora o mérito de ‘Amanda e Monick’ seja justamente mostrar que os dois caras são gente como a gente. Ou seja, como diz… Quem mesmo? Caetano? …de perto ninguém é normal. Leiam o próximo post.

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