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Luiz Carlos Merten

17 Junho 2010 | 19h15

Tive hoje um almoço super chic na ala nobre do restaurante do ‘Estado’, dividindo a mesa com meu editor Dib Carneiro Neto e dois convidados dele, a atriz Renata Sorrah e o diretor Gabriel Villela. Não conhecia Renata pessoalmente e ela, grande atriz – Gabriel diz que eu não tenho noção do que Renata faz como Lady Macbeth na montagem de Aderbal Freire Filho, que estreia na semana que vem -, se revelou também humorada. Adorei ficar ouvindo as histórias dos dois, o que inclui aquilo que se chamaria de ‘erros de gravação’, como Renata, recitando Schiller, ‘Mary Stuart’, dizer que sua prima, Elizabeth, não a enviaria para a cadeira elétrica! Também recolhi migalhas da participação de Renata no cinema. Sua filmografia, embora reduzida, é ilustre, mesmo que os papeis sejam muitas vezes pequenos (mas em grandes filmes). Adorei a história de ‘Lua de Mel & Amendoim’, o passo em falso de Renata, sua ponochanchada (co-estrelada por Carlo Mossy). Renata quis colocar o produtor Anibal Massaini Neto no pau, por utilizar sua cara no corpo desnudo de outra mulher. O caso foi a julgamento, ela perdeu e ainda teve de ouvir – do que estava se queixando? Afinal, a mulher cujo corpo lhe forneceram, era muito gostosa. Hilário. Renata Sorrah era muito jovem quando fez ‘Matou a Família e Foi ao Cinema’, a versão de Júlio Bressane. O filme mais recente foi ‘Árido Movie’, de Lírio Ferreira. É uma pena que o cinema brasileiro não tenha fornecidio a Renata Sorrah tantos papeis quanto seu imenso talento poderia segurar. No teatro, vi-a representando Fassbinder, ‘As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant’, entre outras peças. Na TV, cada um terá sua Renata favorita, mas presumo que a bêbada Heleninha Roitman de ‘Vale Tudo’, com aquela mãe megera – Odete Roitman, isto é, Beatriz Segall -, será destaque em qualquer lista.

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