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Luiz Carlos Merten

30 Janeiro 2012 | 11h45

Acrescentei ontem só ‘meio’ post – ficou muito grande – ao contar que revi ontem ‘L’Apollonide’ na Reserva Cultural. Estava jantando no bistrô quando o Dib me disse ‘Olha ali a Alice”. Alice Braga – a mais internacional das estrelas brasileiras de cinema – não sofre nenhum assédio de fãs. Acho que nem se dão conta de que aquela menina linda, com oclinhos de intelectual (para disfarçar), é ela. Alice é um encanto permanente. Sua beleza, simplicidade e talento me conquistaram, e não é de agora. Ela contou que está nas ‘Brasileiras’, de Daniel Filho – capa de ontem do jornal – e também que acaba de filmar ‘Elysium’, o longa de Neill Blomkamp, de ‘Distrito 9’, que assinala a estreia de Wagner Moura em Hollywood. Alice falou do trabalho com Blomkamp, jovem e talentoso, cheio de entusiasmo, a quem conheci em Cancun, há dois anos, num daqueles verões da Sony. Falou de como ele é legal, mas sem entrar em detalhes, porque todo mundo que participa do filme assinou um embargo e só poderá falar de ‘Elysium’ mais próximo da estreia, no ano que vem. A propósito, Mariana Laviaguerre me ligou justamente hoje para dizer que, este ano, a Sony vai realizar seu evento no México em abril. Será o Spring Sony, com direito a line-up do novo “Homem-Aranha’, que só vai ficar pronto em junho, para estrear em julho. De volta à Reserva, e a Alice, foi um domingo de (re)encontros no conjunto de salas de Jean-Thomas Bernardini. Lá estavam também a cineasta Lina Chamie, a montadora Vânia Debs e o crítico Jean-Claude Bernardet, com quem não havia tido tempo de conversar em Tiradentes. Tanta gente de quem gosto, ou a quem admiro. E ainda por cima um ceviche delicioso, regado a vinho, no bistrô. A vida, como diz Bergman no desfecho de ‘Gritos e Sussurros’, é feita de momentos. E são esses momentos que compõem a felicidade. Quem acredita na, ou busca a felicidade como um estado permanente, comete um erro. Eu acho.