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Cultura » Alhos com bugalhos

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Luiz Carlos Merten

21 Abril 2008 | 15h58

Régis pega carona no meu post sobre ‘O Violinista no Telhado’ para dizer que acha Norman Jewison um cineasta muito ‘meia-boca’. Não sou eu que vou polemizar contigo, Régis, mas não creio que Jewison seja tão desprezível quanto o teu comentário faz supor. Aproveito para lembrar que Jean Tulard, que nós tanto amamos, em seu ‘Dicionário de Cinema’, cita três os quatro filmes que ele fez como notáveis, excelentes, ou mesmo admiráveis – ‘A Mesa do Diabo’ (que Sam Peckinpah iniciou), ‘No Calor da Noite’ (mesmo achando que o apelo anti-racista fica meio pesado) e ‘Rollerball – Os Gladiadores do Futuro’ (que John McTiernan refilmou). O mesmo Régis me pede que compare ‘Fugindo do Inferno’, ao qual me referi no post sobre a United Artists, com ‘A Um Passo da Liberdade’ (Le Trou), de Jacques Becker que ele considera melhor (e eu concordo). Não creio que seja justo comparar ‘Fugindo do Inferno’ e ‘A Um Passo da Liberdade’. Me parece que seria confundir alhos com bugalhos e, embora eu faça isso com freqüência, é mais para poder emendar um assunto no outro, não para conciliar coisas dificilmente conciliáveis. Acho mais justo comparar ‘A Um Passo da Liberdade’ com ‘Um Condenado a Morte Escapou’, de outro ilustre francês, Robert Bresson. No próximo post.