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Luiz Carlos Merten

26 Junho 2009 | 00h29

Pensei que teria de acrescentar mais uma correção ao blog… No post sobre Elio Petri, citei a Palma de Ouro ‘ex aequo’ – a expressão provocou o maior frissom entre os redatores do ‘Caderno 2’ -, atribuída conjuntamente a ‘A Classe Operária Vai ao Paraíso’ e a ‘O Caso Mattei’, de Francesco Rosi. Disse que o ano da consagração do cinema político italiano em Cannes tinha sido 1972, mas depois me bateu que os vencedores de 72 teriam sido ‘O Mensageiro’, de Joseph Losey (a Palma de Ouro), e ‘Morte em Veneza’, de Luchino Visconti (o prêmio do 25º aniversário do maior festival do mundo). Mas estava certo. Losey e Visconti ganharam em 1971, com os filmes que ambos consideravam seus passaportes para adaptar ‘Em Busca do Tempo Perdido’, de Marcel Proust, mas o que ocorreu foi que inviabilizaram os projetos um do outro. Amo os dois e, no limite, tenho de confessar a mim mesmo que prefiro Visconti, mas neste caso sou mais o Losey, ‘O Mensageiro’. Agora, acredito piamente que ninguém adaptaria Proust como Luchino. Aquele era o seu mundo, que ele conhecia melhor do que ninguém. Prosseguindo com as datas, Petri e Rosi realmente venceram em 1972 e, já que fiz uma pequena pesquisa para confirmar, acrescento que, naquele ano, Miklos Janczo recebeu o prêmio de mise-en-scène (direção) por ‘O Salmo Vermelho’ e Jean Yanne e Suzannah York venceram os prêmios de melhor ator e atriz, ele por ‘Nous ne Vieillirons Ensemble e ela por ‘Imagens’, um filme de Altman do qual gosto muito.