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Cultura » A verdadeira majestade

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Luiz Carlos Merten

28 Agosto 2008 | 19h58

Caetano Veloso detona Jotabê Medeiros em seu blog. O irmão de Bethânia não deglutiu a crítica ao seu show com Roberto e esculhamba o Jota. O cabra não precisa que eu o defenda e, para dizer a verdade, achei que o Jota tinha sido excessivo, ao ver a dupla cantar o Tom na terça-feira. Tudo bem, Cae já passou da idade de ficar saltitando como cabritinho – quando ele faz a pose da garça e fica com o pé no ar lembrei-me de Ralph Macchio em ‘Karate Kid’, preparando-se para o golpe – e, para quem é Rei, Roberto veste-se (muito!) mal, mas a majestade me pareceu intocável quando cantou ‘Lygia’. Gostei de certos momentos de Caetano, que tem aquela voz maravilhosa, mas ele próprio há de concordar que ninguém canta como Elis Regina os versos ‘Porque foste na vida/a última esperança…’ No geral, como 99% da platéia achei o espetáculo bonito, encerrando a noite com um jantar entre amigos no Arábia. Foi fogo de palha. Ontem, vi o que é a verdadeira majestade no show de lançamento do documentário ‘O Mistério do Samba’, de Carolina (Carol) Jabor e Lula Buarque de Hollanda. O filme estréia amanhã. Gosto bastante, embora ache que Marisa Monte, como nossa cicerone, apareça um pouquinho demais (ela foi muito mais discreta no palco do Sesc Pinheiros). Um amigo disse que ‘O Mistério do Samba’ é o nosso ‘Buena Vista Social Club’, resgatando os velhinhos geniais da Portela. Sem forçar a barra da comparação, fiquei em êxtase ontem à noite. Coisa mais maravilhosa!