Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Cultura

Cultura » A velha e a nova cara da ação

Cultura

Luiz Carlos Merten

22 Agosto 2007 | 15h12

Ainda não vi O Ultimato Bourne, como já contei no post anterior, e também não conversei com o Zanin – meu colega Luiz Zanin Oricchio -, que assistiu ao filme na cabine realizada na manhã de ontem. Não sei se Zanin gostou. Talvez já tenha postado alguma coisa no blog dele. Mas a verdade é que gosto muito da série Bourne e, da Identidade à Supremacia, acho que ela só cresceu. O diretor do primeiro, Doug Liman, formatou a série e produziu o segundo filme, dirigido por Paul Greengrass. Não sou o maior fã dos thrillers políticos do Greengrass -Bloody Sunday, Domingo Sangrento, e Vôo não-me-lembro-o-número (293?) em Perigo -, mas estou cheio de expectativa. Espero que ela seja satisfeita, mas quero reiterar aqui uma coisa. Gostei bastante de Duro de Matar 4.0 e, se O Ultimato Bourne corresponder, vou ficar convencido de que algo novo está se passando no cinema de ação de Hollywood. Aliás, meu editor, Dib Carneiro Neto, contou que Sérgio Augusto, colaborador do Caderno 2, ficou chapado com o novo Duro de Matar e quer escrever uma página inteira sobre o filme (e o herói interpretado por Bruce Willis). Sou suspeito. Adoro John McClane, achei a ação de Duro de Matar 4.0 eletrizante, mas cada vez que me lembro do filme o que vem são os diálogos, cheios de ironia e autocrítica. Um filme de ação que a gente lembra pelos diálogos é algo fora de série. Estou com Sérgio Augusto e não abro.