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A noite do caçador

Luiz Carlos Merten

24 Janeiro 2009 | 08h08

PARIS – Manhã de sábado em Paris. Um frio de fazer passarinho enregelado cair do galho. Vou ver daqui a pouco ‘O Mensageiro da Traição’, que é, salvo engano, o título brasileiro de ‘The Night of the Hunter’ – aqui é ‘La Nuit du Chausseur’ -, de Charles Laughton, num ciclo sugestivamente intitulado ‘Os Cem Mais Belos Filmes do Mundo’. Não quero brigar com ninguém e muito menos expulsar leitores do blog, mas é óbvio que tenho aqui um enfoque diferenciado do jornal e da rádio. O que eu acho que não muda é uma acusação que muitos, ou alguns de vocês, às vezes me fazem. A de que eu conto o final dos filmes. Encontrei minha alma gêmea em Jean-François Richet, o diretor de ‘Mesrine, Inimigo Público Número 1’, com Vincent Cassel (Lumière de melhor ator do ano pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Paris). Ele diz que saber o que ocorre num filme não tem a menor importância. O importante é como se chega lá. Acredito nisso piamente. Já vi ‘Psicose’ umas 300 vezes e sempre – sempre! – fico com o coração na mão com as cenas fortes do clássico de Alfred Hitchcock. OK, vou tentar não contar, mas existem casos em que não se pode formular raciocínio nenhum sem fornecer informações chaves. Fiquem à vontade – mas isso eu não preciso nem dizer, não? – para espinafrar, se for o caso. Quanto a dizer que o garoto sai da m… em ‘Slumdog Millionaire’… Mas é a cena inicial! É a mesma coisa que dizer que ‘Cidadão Kane’ começa com a morte de Charles Foster Kane. Alguém deixaria de ver por isso?

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