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A melhor coisa do mundo

Luiz Carlos Merten

14 Abril 2010 | 12h05

Desencantou! Consegui assistir ontem, na cabine da Warner, em Alphaville, a ‘As Melhores Coisas do Mundo’. Muita gente já me havia falado bem do novo filme da dupla LL (Laís Bodanzky/Luiz Bolognesi). Sou até suspeito. Para um ‘crítico’, não fica bem dizer essas coisas, mas amo esses dois. E eles não cessam de me surpreender. Quando visitei o set de ‘Tropa de Elite 2’, no Rio, Daniel Resende, que monta o filme de Padilha – e montou ‘As Melhores Coisas’ –, havia me dito que era o filme mais maduro da Laís, o mais bem realizado. Não duvidei por um momento de que pudesse ser verdade, e é. Tenho uma relação de carinho muito especial com ‘Bicho de Sete Cabeças’. Aquele Neto do Rodrigo Santoro mexe comigo de um jeito visceral, profundo. ‘As Melhores Coisas’ traz agora o que não deixa de ser o ‘novo’ Neto. Mano é um personagem muito bonito, e o ator que o faz é muito bom. A garota é muito legal. Os dois têm química, mas esse olhar sobre o universo jovem, que discute tanta coisa – o preconceito, o preconceito, o preconceito –, me atingiu principalmente na ligação dos dois irmãos. Teria de me revelar muito mais profundamente do que costumo fazer no blog para entender, ou explicar, o por quê disso. Chorei de me desidratar. O filme tem um lado ‘Os Famosos e os Duendes’. A tentação da morte, a importância da palavra, a vida dos jovens midiatizada (mediada) na internet. Mas o filme da Laís transcende. É muito mais forte, sem desdouro do que o de Esmir Filho expõe (e que o público parece ter sido tão reticente para descobrir). O irmão mais velho foi a minha chave para entrar em ‘As Melhores Coisas do Mundo’. E que maravilhoso ator é Fiuk! Ia escrever – o filho de Fábio Jr. As tietes que me perdoem, mas o Fábio, que foi tão bom no começo de sua carreira – o Ciço de Bye Bye Brasil –, é que passa a ser agora, pelo menos para mim, o pai do Fiuk. Espero que ele tome isso como um cumprimento. Eu sou pai e amo minha filha mais que tudo (que o cinema, inclusive). Gostei demais de ‘As Melhores Coisas do Mundo’. A melhor coisa, no singular? O próprio filme, por que não?