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A luta de Suzanne Pleshette

Luiz Carlos Merten

18 Setembro 2007 | 13h17

Tomei um choque quando vi na capa de uma dessas semanais de entretenimento, em Los Angeles (a manchete era o caso ‘Brangelina) – a luta de Suzanne Pleshette. Falei há pouco no Delmer Daves, que dirigiu o 3:10 to Yuma original, e ele também assina Candelabro Italiano, que representa o cinema ‘turístico’ no seu apogeu. No filme do começo dos anos 60, Suzanne é uma professora nos EUA que enfrenta repressão na escola por sugerir às estudantes que leiam O Amante de Lady Chatterley. Antes que a demitam, ela faz sua malinha e parte para a Itália, ‘onde as pessoas sabem amar’. O filme chama-se Lovers Must Learn, no original e na época ficou famoso porque Pino Donaggio cantava Al Di Lá, que foi um grande sucesso da música italiana em todo o mundo. Suzanne era tão linda! E talentosa. Trabalhou com Raoul Walsh (Um Clarim ao Longe), com Hitchcock (Os Pássaros). Ela se casou com seu co-astro – Troy Donahue. Separaram-se e há tempos eu não sabia nada dela. O que descobri me entristeceu. Suzanne está terminal, mas apareceu num programa de TV para dizer que o câncer não vai diminuir sua disposição de viver até o último minuto. Não sei se ela está tomando cortisona. O rosto está muito redondo, quase não se identifica a Suzanne de antigamente. Claro, seria difícil, de qualquer maneira – mais de 40 anos atrás. Mas a doença é implacável. Annie Girardot morrendo de Alzheimer, Suzanne Pleshette, de câncer. Tudo isso me entristeceu demais.