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Cultura » A indicação do Garoli

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Luiz Carlos Merten

29 Outubro 2010 | 13h50

Numa rápida passagem pela redação do ‘Estado’, André Garoli me falou da nova peça que ensaia com direção de Eduardo Tolentino – “Doze Homens e Uma Sentença’. Sim, o filme de Sidney Lumet, baseado na teleplay de Paddy Chayefsky que o autor, a pedido de Henry Fonda, transformou em peça de teatro, que o próprio pai de Jane Fonda representou nos EUA. Falamos bastante sobre o filme, e a atualidade do tempo. Revi ‘Doze Homens’ em Cannes,. acho que no ano passado, numa cópia zero bala. O filme, restaurado, foi apresentado por Jane Fonda, numa homenagem do festival a seu pai. Garoli aproveitou para me falar maravilhas de um filme que viu na Mostra, o documentário ‘Disco e a Guerra Atômica’, da Estônia, sobre a guerra de informações que a ex-União Soviética perdeu ao enfrentar os heróis da cultura pop. O filme de Jaak Kilmi e Kiur Aarma é sobre a forma que os estonianos encontraram para driblar as autoridades do regime, tendo acesso aos canais de TV da vizinha Finlândia. O filme tem uma sessão agora às 2 no MIS. Até estava tentando ir, mas não me lembrava que tinha uma entrevista marcada, por telefone, com Baz Luhrmann. Ia falar com ele por 15 minutos, fiquei mais de meia hora. Quando lhe disse que havia dedicado um capítulo inteiro do meu livro ‘Cinema – Entre a Realidade e o Artifício’ ao cinema dele, Baz inverteu o jogo e começou a me fazer perguntas. Terminamos conversando sobre um ídolo mútuo – Luchino Visconti, que ele, como diretor de ópera, teatro e cinema, também venera. Haverá mais uma sessão de ‘Disco’ na semana que vem, terça, também no MIS, às 17h40. Vou tentar ver.