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Cultura » A grande vaia

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Luiz Carlos Merten

19 Maio 2008 | 13h12

CANNES – Permitam-me voltar à homenagem a Manoel de Oliveira, que vai me acompanhar por muito tempo. Ela foi precedida por vaia, quando foi anunciada a presença da ministra da Cultura da França – vaia monumental contra o presidente Nicolas Sarkozy, com certeza. Para evitar que a coisa degringolasse, o diretor artístico Thierry Frémaux pegou o microfone e foi logo dando início aos ‘trabalhos’. O que quero contar foi como ele abriu a cerimônia. Clint Eastwood, como já disse, estava presente. Thierry citou os centenários de Oscar Niemeyer e Claude-Lévi Strauss, além do de Oliveira, todos muito ligados ao Brasil. Niemeyer, obviamente, como o grande arquiteto brasileiro; Lévi-Strauss porque fez no nosso País a pesquisa que resultou em seu famoso livro sobre os trópicos; e Oliveira porque viaja muito ao Brasil (quase sempre para a Mostra de São Paulo). Simpaticamente, Thierry Frémaux disse que, se Clint quiser viver 100 anos, só o que ele tem de fazer é ir para o Brasil. A platéia quase veio abaixo, de tanto aplaudir – pelo Brasil ou pela promessa de um Clint também centenário?