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Cultura » A Calunga que faltou

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Luiz Carlos Merten

05 Maio 2008 | 16h24

Saí do Recife num vôo da TAM, às 6h30, crente de que às 9h30 estaria em São Paulo. Cheguei às 10h30, tive de enfrentar a Marginal e passar em casa e o resultado é que cheguei passado do meio-dia no jornal, cheio de textos para produzir. O de encerramento do 12º CinePE, o do ciclo dedicado a Dean Martin, que começa amanhã no Centro Cultural São Paulo, mais destaque de Filmes na TV etc. Tudo isso feito na corrida, mas espero que no capricho. Confesso que da premiação do júri oficial, categoria longas, gostei dos prêmios de melhor ator e melhor coadjuvante para Chico Sant’Anna e Eduardo Moraes, do brasiliense ‘Simples Mortais’, de Mauro Giuntini; do prêmio de montagem para Lígia Walper, por ‘Brizola – Tempos de Luta’, do meu amigo Tabajara Ruas (mas isso não pesa na avaliação); e do prêmio de curta em 35 mm para o mineiro ‘Os Filmes Que não Filmei’, de Gilberto Scarpa, mesmo que meu filme favorito no formato, como de resto de todo o festival, fosse ‘O Guardador’, de Diego Benevides. Confesso que, no loteamento promovido pelo júri – presidido por Roberto Farias – e, mesmo consciente de que eles não poderiam satisfazer todo mundo, dada a qualidade insatisfatória dos filmes concorrentes, uma premiação me causou profunda irritação. Não vou discutir o prêmio de fotografia para Roberto Santos Filho’ nem o de direção para Rodolfo Nanni, por ‘O Retorno’, mas – pô! – a Calunga que o filme realmente merecia e que até eu ia aplaudir de pé era a de melhor trilha, um trabalho de pesquisa apuradíssimo (e rico, e sedutor nas suas sonoridades) da musicóloga Anna Maria Kieffer, mulher do diretor. Ouçam o que eu digo – leiam! O filme estréia, sei lá, em julho, agosto. A trilha é maravilhosa. E não ganhou, qual é! Sobre Dean Martin, falo no próximo post.