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‘A 25ª Hora’ (1)

Luiz Carlos Merten

12 Dezembro 2009 | 09h28

Inácio me ligou ontem por volta do meio-dia, ou um pouco depois (Inácio não é o Araújo, como vocês já vão perceber). EStava debaixo do maior tempo. Nâo erstava conseguindo falar com Anna Muylaert, para repercutir com ela seu filme ‘Para Aceitá-la, Continue na Linha’, aliás, um telefilme que passa hoje na Cultura e que integra um conjunto de obras patrocinadas por um edital conjunto da emissora com a Secretaria de EStado da Cultura. Também havia morrido o Gene Barry e eu esperava pela definição do classificados, para cver se a edição do ‘Caderno 2’ ia crescer e qual espaço eu teria para enterrá-lo. E ainda havia o almoço de confraternização de fim de ano da Warner, que terminei perdendo. É sempre um momento de reencontrar as pessoas do meio e conversar um pouco, nem que seja nas mesas específicas em que nos sentamos. Em geral, nas cabines, é só um ‘oi’ para cá outro para lá. Mas, enfim, Inácio me ligou pedindo dicas de um filme cult para ele, ‘A 25ª Hora’, de Henri Verneuil, de 1967, com Anthony Quinn e Virna Lisi (mais Michael Redgrave, Serge Reggiani e Marcel Dalio). Não tive tempo de dar atenção ao Inácio, mas prometi que ia dedicar um post ao assunto. Aqui está. No seu Dicionário de Cinema, Jean Tulard diz que Verneuil durante muyito tempo foi estigmatizado por seu cinema de sábado à noite, que não o fazia desfrutar de muito boa reputação junrto ao cinéfilo. Mas Tulard acrescenta que é (era) hora de lhe fazer justiça. Algumasde suas comédias com Fernandel são clássicas, os policiais são sólidos – e parecem ‘norte-americanos’ -, o filme de espionagem ‘A Serpente’ é ótimo. Verneuil, em suma, vale mais que sua reputação. O post vai ser longo. vou quebrá-lo aqui e continuar no próximo.