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Luiz Carlos Merten

25 Fevereiro 2008 | 02h23

São mais de 2 da manhã e eu estou cansado e sem ânimo para postar, depois de ter feito diferentes matérias para três edições do fechamento do Caderno 2 desta segunda-feira. Venceram os Coens, melhor filme e direção, e ‘Onde os Fracos não Têm Vez’ somou a esses dois os Oscars de roteiro (dos próprios Joel e Ethan, adaptando o romance de Cormac McCarthy que se chama, no Brasil, ‘Onde os Velhos não Têm Vez’) e o de coadjuvante para Javier Bardem. No total foram quatro prêmios e, a menos que eu tenha me perdido nas contas, em segundo – no número de estatuetas – ficou ‘O Ultimato Bourne’, de Paul Greengrass, com três prêmios técnicos (melhores efeitos sonoros, melhor mixagem de som e melhor montagem). Vocês sabem que eu não sou o maior fã do western de crime e horror dos Coens – que concorreu em Cannes, no ano passado, e nada levou. Daniel Day-Lewis também não era meu favorito a melhor ator, mas indicadores não faltavam de que ele ia ganhar, por ‘Sangue Negro’. Adorei a vitória de Marion Cotillard (‘Piaf’) e a do filme austríaco ‘Os Falsários’, que havia sido premiado em Berlim em 2007 (mas preferia, é verdade, o ‘Beaufort’, que também ganhou na Berlinale). Houve um perdedor e era, no fundo, o filme de que mais gostava – ‘Desejo e Reparação’ ganhou um só prêmio, o de trilha (maravilhosa), para Dario Marianelli. Tem gente que acha que o diretor Joe Wright edulcora o romance de Ian McEwan. Não concordo, mas, enfim, perdi. Para alegria de todos, tenho de admitir que é a minha regra no Oscar. Raramente acerto nos prêmios da academia.