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Cultura » 25 anos já!

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Luiz Carlos Merten

12 Abril 2008 | 09h41

Assisti na TV norte-americana, enquanto estava em Los Angeles, ao depoimento do General Paetrus – comndante/chefe das forças dos EUA no Iraque – e foi muito interessante. Muito. A maneira como esta gente (do Bush) manipula as informações é uma coisa impressionante, e não é preciso o Michael Moore para nos lembrar isso. Aquele cara do ‘Sem Fim à Vista’, muito mais equilibrado, bate na mesma tecla. Mas quero dizer que Oliver Stone – Oliver quem? O cara anda sumido, não? – promete uma boa polêmica, é verdade que um tanto atrasado, com seu novo filme, ‘W’, que pega o nom,e do meio do atual presidente dos EUA para retraçar a juventude de Bush Jr., os anos loucos, formadores do seu caráter. Já que Stone é tão marcado por sua experiência na Guerra do Vietnã – e seu cinema reflete isso -, duvido que ele vá deixar passar os recursos de que o joverm George se valeu para não ser enviado à frente de combate, no Sudeste Asiático. Prosseguindo com o tema TV norte-americana, assisti a um especial muito legal sobre os 25 anos de ‘O Reencontro’ (The Big Chill), de Lawence Kasdan. Já se passaram 25 anos! Confesso que o filme era tão cultuado como retrato geracional nos EUA. Aquela história de amigos que se reúnem para enterrar um deles – e aproveitam para fazer um inventário de suas vidas ainda jovens – segue mais ou menos o modelo de vários outros filmes. ‘The Return of the Secaucus Seven’, de John Sayles; ‘O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas’, de Joel Schumacher; o próprio ‘Para o Resto de Nossas Vidas’, de Kenneth Branagh etc. Mas ‘O Reencontro’ tem aquele elencão – Glenn Close, Kevin Kline e tanta gente mais. Todos falaram sobre o significado do filme em suas vidas, enfatizando o tal aspecto geracional a que me referi. O especial mostra cenas da filmagem e, claro, Kevin Costner lembrando seu papel como ‘cadáver’. Ele fazia o morto, e o diretor e roteirista Kasdan cortou suas cenas em flash-back, o que faz de sua participação em ‘O Reencontro’ uma coisa muito bizarra. Depois, eles fizeram – Costner e Kasdan – ‘Silverado’. Kasdan era bom no começo de sua carrera. ‘Corpos Ardentes’, ‘O Reencontro’, ‘O Turista Acidental’. Depois, o cara foi se perdendo e o seu retrato da ‘malaise’ norte-americana em Grand Canyon – Ansiedade de Uma Geração’, meio que retomando ‘The Big Chill’, me pareceu muito meia-boca, mas eu ainda gosto de seu western ‘Wyatt Earp’, com Kevin Costner (de novo). Impressionou-me, de qualquer maneira, a comemoração. 25 anos, já! O tempo passa, o tempo voa e nem a poupança daquele banco continua numa boa, ao contrário do que cantava o velho jingle.

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