Teatro São Pedro terá três óperas no segundo semestre

Início da temporada lírica, em agosto, terá o maestro Ira Levin regendo "Arlecchino", de Busoni

João Luiz Sampaio

06 Junho 2017 | 18h00

O Theatro São Pedro fará três óperas até o final do ano. A primeira será Arlecchino, de Ferrucio Busoni, com regência do americano Ira Levin. O espaço não terá um diretor artístico ou regente titular. Diversos maestros trabalharão com a orquestra ao longo do ano, entre eles Claudio Cruz, Carlos Moreno, Ligia Amadio e Ricardo Kanji. Os outros dois títulos são Don Giovanni, de Mozart, e a opereta La Belle Helène, de Offenbach. As primeiras apresentações da orquestra acontecem já em junho, com obras de Rossini interpretadas por cantores da Academia do São Pedro e do Ópera Estúdio da Emesp, sob regência de Claudio Cruz, nos dias 18 e 19.

O Theatro São Pedro era comandado desde 2012 pelo Instituto Pensarte. No final de abril, após um edital de convocação de OSs ser suspenso pela justiça e a promotoria estadual recomendar a não renovação do contrato com o Pensarte, a Santa Marcelina Cultura passou a ser responsável pela gestão do espaço. De cara, a orquestra foi reduzida, passando a ter 33 integrantes; a Santa Marcelina também anunciou a formação de um grupo de bolsistas.

A orquestra do teatro ficará responsável pelas óperas da programação. Levin rege Arlecchino em um programa duplo com o balé Pulcinella, de Stravinsky, com participação da São Paulo Cia. de Dança. A direção cênica é de William Pereira. Claudio Cruz rege os outros dois títulos: Don Giovanni será dirigido por Mauro Wrona e La Belle Helène, por Caetano Vilela. A opereta de Offenbach terá no elenco membros da academia de ópera; os demais títulos serão apresentados por cantores convidados, mas os elencos ainda não estão fechados.


No início de maio, a Santa Marcelina Cultura havia falado em quatro produções operísticas. Questionada sobre a redução, a entidade informou que “foi privilegiado o cumprimento das metas – concertos sinfônicos e montagens de óperas – e uma preparação para cada montagem que levasse em conta três semanas de ensaios, mais uma semana de récitas, além das três pocket operas que serão encenadas no palco”. “Devido a esses fatores, não foi possível incorporar mais uma montagem no calendário. A programação como um todo apresenta seis títulos operísticos, sendo três montagens integrais e três pockets.”

A Orquestra de Bolsistas, por sua vez, ficará a cargo, além de uma Gala Lírica, em dezembro, da série Pocket Opera, realizada no palco também com membros da academia e do Ópera Estúdio. Os títulos escolhidos foram La Cenerentola, de Rossini (regência de José Soares); A Flauta Mágica, de Mozart (regência de Juliano Dutra); e Falstaff, de Verdi (regência de Natalia Laranjeira).  Também está prevista a realização de apresentações com piano de títulos como O Elixir do Amor, de Donizetti, e As bodas de Fígaro e Cosí fan tutte, de Mozart. O concurso para a formação da orquestra de bolsistas será aberto no dia 7 de junho.

Na série sinfônica da Orquestra do Theatro São Pedro, destaque para um programa dedicado a Mozart, em julho (com Rosana Lamosa e Roberto Tibiriçá) – o compositor também é destaque em agosto, ao lado de Haydn, com Carlos Moreno; para concertos com Ravel, Bartók, Wagner e Schoenberg, comandados por Ligia Amadio, em setembro; e para o oratório Juditha Triumphans, de Antonio Vivaldi, com regência de Ricardo Kanji (outubro).

A programação foi idealizada por um conselho artístico formado por  Paulo Zuben, Adriana Schincariol Vercellino, Paulo Braga, Renato Bandel, Giuliana Frozoni, Ricardo Appezzato, Mauro Wrona, Cláudio Cruz e mais três músicos da Orquestra do Theatro São Pedro que foram eleitos, segundo a Santa Marcelina, pelos próprios integrantes: Paula Pires, Jonathan Cardoso e Fabio Simão.