Chris & Regina

Estadão

22 Junho 2007 | 19h27

chris

Mais uma novidade do mundo da música: dois discos bem legais acabam de sair por aqui: ‘Carry On’, de Chris Cornell (acima), e ‘Begin to Hope’, de Regina Spektor (abaixo).

Chris Cornell é um velho conhecido dos roqueiros. Ele era vocalista do Soundgarden (minha banda favorita da turma de Seattle, lembra do Grunge?) e depois entrou para o Rage Against the Machine no lugar de Zack de la Rocha, dando origem ao Audioslave. Cornell sempre foi o rockstar principal de suas bandas, sempre atraiu os holofotes. No Audioslave também foi assim, apesar do grande nome da banda ser o genial-incrível-maravilhoso Tom Morello, um dos maiores guitarristas de todos os tempos.

No novo disco, Cornell (que já tinha lançado um outro belo disco solo em 1999, ‘Euphoria Morning’) ataca de rock pesado, blues e uma interessante versão ‘LedZeppeliana’ de ‘Billie Jean’, do Michael Jackson. Pasmem: ficou muito bom, lembra o clima de ‘Since I’ve Been Loving You’. A música já era bem legal na voz do Michael (antes de ele virar um extraterrestre, claro) e ficou excelente na voz rebelde-sexy de Chris Cornell. O disco tem ainda ‘You Know My Name’, trilha sonora do último filme do James Bond. Há outras 4 ou 5 boas canções, o que para mim já significa que o disco é ‘comprável e recomendável’. Está tão difícil encontrar disco de rock com mais de 5 músicas boas…

O disco de Regina Spektor é uma bela surpresa: confesso que não conhecia a cantora. Fui pesquisar e vi que ela já tem 5 discos. Bem, agora vou ter que correr atrás dos outros. ‘Begin to Hope’, que sai agora no Brasil, traz uma cantora criativa daquelas que surgem em Nova York de anos em anos. Me lembrou um som que mistura Patti Smith, música de cabaret e Björk, e aí você vai ter que ouvir para ver se concorda. Muito bom mesmo, bem melhor que cantorazinhas como Lilly Allen e Amy Winehouse, que estão tão hypadas por aí. Confie em mim: essa Regina Spektor é especial. Lembra da Aimee Mann? Pois é, Regina soa como Aimee Mann se ela se mudasse do Mid-West para Nova York. Regina é folk pós-moderno – enão me pergunte o que isso quer dizer.

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