Acabou a festa

Estadão

20 Junho 2007 | 09h22

Guizela

Ufa!
Acabou a São Paulo Fashion Week. Não que eu tenha achado ruim passar sete dias em meio às mulheres mais bonitas do Brasil – é que eventos como esse são cansativos, mesmo. E deixam uma bela ressaca.

Como disse no post que ficou emperrado aqui uma semana, passei os dias assistindo aos desfiles e fazendo comentários (Palavra de Homem ‘falada’) na Rádio Eldorado. Quem tiver paciência e quiser ver os vídeos (o portal fez uma cobertura online muito boa do evento), pode checar aqui e procurar pelas entrevistas.

A primeira vez que estive na SPFW faz tanto tempo que acho que ainda se usava calça boca de sino. Não, não entendo nada de moda, antes que você me pergunte. Achei tudo muito fascinante, as novas tendências, etc, mas fui à SPFW pela mesma razão que todos os outros homens: para ver as modelos.

Logo no primeiro dia, dei de cara com a Daniela Sarahyba e a Luiza Brunet. Também vi de longe a Monique Evans, mas agora não sei se era ela ou um transexual parecido. Não falei com nenhuma delas, antes que você me pergunte. São mulheres tão distantes que vê-las de perto é quase como admirar esculturas num museu. Na SPFW, as mulheres são pedestais onde os estilistas penduram suas obras de arte. São telas brancas, altas e magras, coloridas por metros e metros de tecidos e acessórios.

A SPFW teve como tema a preocupação com a água no planeta. Foi pertinente, porque ecologia está super na moda (com o perdão do trocadilho) e porque água tem tudo a ver com as modelos: já reparou como modelo bebe água? E é sempre água com gás, não sei por quê. Deve combinar bem com o sabor do agrião.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a hierarquia entre os famosos nos desfiles. Eram tantos fotógrafos famintos por celebridades, que vi uma matilha deles se estapeando até para clicar a Rosamaria Murtinho – e eu nem sabia que ela era um ícone fashion. Em terra de fotógrafo cego, quem tem um olho é rainha.

Em outro desfile, Sabrina Sato era a Madonna da vez. Gente querendo fotografá-la eu até entendo, mas não sei por que os jornalistas duelavam com microfones para vem quem conseguia entrevistá-la. O que a Sabrina Sato tem a dizer sobre qualquer assunto, inclusive moda?

Meus desfiles preferidos:
Masculino – Alexandre Herchcovitch. Não foi apenas porque ele fez um desfile super heavy metal e eu tenho uma grande conexão com esse mundo. O Herchcovitch é um dos estilistas mais criativos do Brasil, o cara é fogo. Faz tanto moda mais ‘comercial’, como a coleção da Cori, quanto as roupas de demônio da coleção masculina. Achei bem legal e vou pedir a ele para patrocinar minha banda, o VIPER.

Feminino – Os desfiles mais legais, empatados em primeiro, foram os de biquíni. Em segundo lugar, todos os outros.

Modelos (foto acima da modelo Guízela, por Evelson de Freitas/AE)- Gostei muito de todas em geral, mas algumas me chamaram a atenção, como a maravilhosa (e misteriosa) Juliana Imai. Ju (olha a intimidade) desfila como se estivesse andando sobre nuvens, é incrível. Também gostei das celebridades (Fernanda Lima, Ivete Sangalo) e as tops de sempre (Isabeli Fontana, Gianne Albertoni, etc), além de uma new face chamada Guízela (será que é assim que se escreve o nome dela?), que desfilou para o Marcelo Quadros. Se o nome estiver errado, espero que ela me mande um e-mail com a correção – se é que você me entende.

Curiosidade: Na SPFW teve até desfile com vestido feito de ouro. Quanto a isso, só posso dizer uma coisa – Vestido de ouro da Isabela Fiorentino: R$ 500 mil. Isabela Fiorentino: não tem preço.

Daqui a seis meses tem mais, a São Paulo Fashion Week Inverno 2008. Não sei se eu vou, porque coleção de inverno é sempre aquele monte de roupa, não faz meu estilo. Para mim, moda tem que ter a menor quantidade possível de tecido. A não ser que seja moda masculina, porque aí poderia ter um SPFW à parte. E daí eu deixo para os outros cobrirem.

Entra ano, sai ano, e eu continuo sem entender o que o povo fashion tanto carrega naquelas mochilinhas. Talvez você possa me contar.